top of page
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
Logotipo novo PELDCom-01_edited.png

Pesquisa do PELD FNC destaca o papel das árvores pequenas na floresta amazônica

  • 9 de abr.
  • 2 min de leitura

Amostragens revelaram que 56% das espécies de duas grandes florestas amazônicas têm até 30 cm de diâmetro

Quando se pensa na Amazônia, a imagem mais comum é a de árvores imensas, que dominam a paisagem. Mas uma pesquisa conduzida pelo Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração/CNPq, o PELD FNC, mostra que a floresta é muito mais diversa do que parece à primeira vista.


No sítio PELD-FNC, na Floresta Nacional de Caxiuanã, os dados revelam um ponto chave: mais da metade das espécies arbóreas, cerca de 56%, têm até 30 centímetros de diâmetro. Para se ter uma noção melhor, 30cm equivale ao tamanho de uma pizza média comum. 


Isso significa que mais da metade da biodiversidade amazônica está nas árvores menores, aquelas que muitas vezes passam despercebidas perto da imensidão dos exemplares maiores. 

O que o FNC está mostrando sobre a floresta


O estudo integra uma iniciativa de longo prazo que acompanha a dinâmica da floresta ao longo dos anos. Ao analisar mais de 3.700 indivíduos e 400 espécies em áreas da Amazônia Oriental, os pesquisadores conseguiram enxergar padrões diversos: 

Um deles é a concentração da diversidade nas menores classes de diâmetro, especialmente entre 10 e 30 centímetros. É nesse intervalo que está grande parte das espécies que compõem a floresta.

Para além dos números, o estudo também evidencia o papel dessas espécies na vida de quem vive na Amazônia.


O cacaiu é um bom exemplo. Apesar do porte reduzido, seu fruto é muito apreciado e consumido por populações tradicionais. Como explica Leandro Ferreira, coordenador do PELD-FNC, trata-se de “um exemplo de árvore pequena, mas de grande valor social”.


Outro caso é a bacaba, cujos frutos são utilizados na produção de bebidas tradicionais conhecidas como “vinhos”, bastante presentes na cultura alimentar amazônica.


Essas espécies mostram que a floresta não é apenas um sistema ecológico complexo, mas também uma base concreta de sustento, cultura e economia.


Diferenças que ajudam a entender a Amazônia


A pesquisa também comparou áreas em duas unidades de conservação e encontrou diferenças importantes. A Floresta Nacional do Amapá apresentou maior diversidade de espécies do que Caxiuanã, mesmo com número semelhante de indivíduos. 


Outro destaque é a quantidade de espécies raras. Em alguns casos, mais de um terço das espécies aparece com apenas um indivíduo registrado por hectare, o que revela a complexidade da floresta e reforça a necessidade de monitoramento contínuo. 


 
 
 

Comentários


Image by THLT LCX

Assine a nossa newsletter

bottom of page